Deputada Cláudia de Jesus propõe isenção de ICMS e IPVA para pessoas com fibromialgia

Por JORNAL FOLHA DA MATA

Indicações pedem atualização de decretos estaduais para incluir pacientes com doenças crônicas no rol de beneficiários de benefícios fiscais na compra e propriedade de veículos.

A deputada estadual Cláudia de Jesus (PT) apresentou indicações ao Governo de Rondônia solicitando mudanças na legislação estadual para garantir isenção de ICMS na compra de veículos e isenção de IPVA a pessoas diagnosticadas com fibromialgia, fadiga crônica, síndrome complexa de dor regional e doenças correlatas. As propostas foram encaminhadas à Secretaria de Estado de Finanças (Sefin).

As indicações pedem a atualização do Decreto nº 22.721/2018, que regulamenta o ICMS, e do Decreto nº 9.963/2002, que trata do IPVA, para incluir expressamente esses pacientes no rol de beneficiários das isenções fiscais relacionadas à aquisição e à propriedade de veículos automotores. A iniciativa busca alinhar as normas estaduais às disposições da Lei Federal nº 14.705, posteriormente alterada pela Lei Federal nº 15.176, que equiparam essas condições de saúde, para efeitos legais, à pessoa com deficiência, desde que haja avaliação biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional, conforme previsto no Estatuto da Pessoa com Deficiência.

Segundo a parlamentar, a ausência de previsão explícita nos decretos estaduais tem provocado insegurança jurídica e dificuldades administrativas no acesso aos benefícios fiscais. Ela defende que a atualização normativa é necessária para assegurar igualdade de tratamento tributário e respeito aos direitos dessas pessoas.

As leis federais já reconhecem essas pessoas como equiparadas à pessoa com deficiência. É fundamental que o Estado atualize seus decretos para garantir isonomia tributária, segurança jurídica e respeito à dignidade de quem convive diariamente com doenças que causam dor crônica e limitações”, afirmou Cláudia de Jesus.

A proposta pretende ampliar o acesso a benefícios fiscais para pessoas que enfrentam condições crônicas incapacitantes, reduzindo custos de mobilidade e promovendo inclusão. Caso as alterações sejam adotadas, Rondônia passará a reconhecer formalmente essas condições dentro do sistema tributário estadual, garantindo maior clareza jurídica e padronização administrativa.

FONTE: ASSESSORIA PARLAMENTAR –  ALE/RO DECOM